segunda-feira, 12 de maio de 2008

Parque botânico no antigo viveiro

O antigo viveiro florestal de Queiriga, junto à Estrada Nacional 323, em Vila Nova de Paiva, foi transformado em parque botânico. A inauguração do espaço é a 10 deste mês. São oito hectares de um verde imenso, que reúne mais de um milhar de diferentes espécies botânicas, divididas por famílias, usos etnobotânicos e industriais, propriedades medicinais e características aromáticas. Tem ainda um conjunto de edifícios destinados à investigação laboratório, centro de interpretação e atelier."Está tudo pronto", garante Paulo Barracosa, coordenador científico, impulsionador e a alma do projecto, um dos mais importantes e significativos do género entre os desenvolvidos nas últimas décadas em todo o país.
O "Arbutus do Demo", é assim que se chama o parque, "assentou na reconstrução fiel da paisagem natural e antropogénica das terras altas do Paiva, num projecto de recuperação em que foi desejado e possível modernizar infraestruturas no respeito pela história e passado do espaço, mantendo o sistema de águas residuais e de rega, as edificações originais, que foram reabilitadas e adaptadas a novos fins, e a estrutura arbórea", explica o responsável.Foram seis anos de trabalho árduo de uma equipa que transformou o viveiro abandonado de Queiriga, pertencente à antiga Junta Autónoma de Estradas, num parque botânico de características pluridisciplinares, que abrange não só as áreas do ambiente, da cultura e da ciência, mas também do lazer e do turismo.Sensibilizar população"O íntimo do parque passa também pelo contributo pedagógico, de mobilização e sensibilização da população, sobretudo das camadas mais jovens. Deverá ser também uma atracção cultural, onde os artistas e criadores possam expressar as suas interpretações. A fotografia, a pintura, a escultura, o design, o teatro, a dança, a literatura e a poesia, são certamente áreas que devem também ser dinamizadas. Na sua diversidade, "Arbutus do Demo" é um produto multifacetado", enfatiza Paulo Barracosa.A reabilitação do parque foi conseguida graças aos fundos do programa comunitário Interreg, resultado de uma candidatura da Câmara Municipal de Vila Nova de Paiva. "Para além da beleza e dos sentimentos que desperta, Arbutus do Demos, como projecto pioneiro que é, apresenta uma enorme importância para a gestão de uma área de conservação e de diversidade de espécies. Através dos centros de conhecimento e conservação das espécies existentes, produzirá investigação científica, deverá ser agente de educação, zelando pelo aproveitamento e valorização do património material no sentido em que a natureza é protagonista e a experiência humana o princípio activo", diz Manuel Custódio, presidente da autarquia, Manuel Custódio.

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